quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Queria uma janela nova, com vidros!

Tenho frio
Estou gelada
Coração ameno, mas não quente
Bombeia a custo, o sangue que invade as minhas veias
Que percorrem cada centímetro do meu ser.
Queria uma janela nova, com vidros!

Não! Não posso continuar assim
Não quero viver assim
Não quero ser um iceberg
Quero chegar à janela e olhar lá para fora
Tocar nela sem colocar a mão de fora
Queria uma janela nova, com vidros!

Não sei quem os quebrou
Se eu, ou ele
Se nós ou eles
Pouco importa, agora que estou só
Aqui, fechada e gelada
E apenas o que queria
Era uma janela nova, com vidros!

Sei agora, que…

As lágrimas que deixei cair por ele foram em vão
Os gritos de dor que entoei foram apenas desabafos
As noites sem dormir foram horas perdidas
O cheiro dele, o meu olfacto já não o sente
A minha memória também já não o reconhece
E apenas a única memória que tenho dele
É o frio, o gelo, a rigidez deste tempo
Que me impôs…ou me impus a ele! 

Não! Vou aquecer de novo o meu coração
Vou entregar este iceberg a quem o queira derreter
A quem o queira diluir
Porque na minha janela sem vidros ninguém vai tocar!
Eu gosto dela assim!

Não é um vidro que faz separar a fronteira do interior para o exterior, mas sim o medo que tens em ultrapassa-la, em quebra-la!

(Foto de Mafalda Duarte)

Paulo Cadeiras 16-11-2011


Lábios Selados.

Sofre o coração por ela e por ela desespera
Bate forte no pequeno espaço que lhe foi concedido
Quer sair, quer gritar
Não quer que a boca seja o seu interlocutor
Não quer ser mal interpretado
Quer ser verdadeiro.

Não queria estar fechado!

Não pode e não quer
Deixar passar a oportunidade de ser ele a mostrar
A dor que tem passado
Os sentimentos que tem guardado
Os desejos que tem sonhado
Ali, aprisionado no espaço que lhe foi concedido.

Não queria estar fechado!

Se pudesse por uma vez sair
Se pudesse apenas por uma vez falar
Letra por letra
Palavra por palavra
Dizer-lhe que tem estado há tanto tempo
À espera daquele momento impossível
Pois ele…

Não queria estar fechado!

Um dia, os olhos fizeram o que a boca nunca fez, mas desta vez, tardio!
À sua frente, a princesa dos seus pensamentos, a beleza dos seus sonhos, estava acompanhada com o seu parceiro. A dor chegou-lhe instantaneamente, gelando-o por completo. Lá dentro, ficou preso e desta vez, os lábios ficaram selados para sempre.

Não esperes que as oportunidades sejam como a chuva ou o Sol que abunda nas suas estações. Não esperes perceber o que o outro não entende, mas sim, entende o que tu estás a sentir para que possas mostrar ao outro. Vai, não te escondas, grita o que o teu coração te manda aclamar, pois, ele nunca será castigado, já tu, irás arrepender-te para sempre!

(Foto Google Imagens)

Paulo Cadeiras 14-11-2011

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

11-11-11

Sempre gostei de números e até certa altura fui um bom aluno a Matemática. Mas quis a minha falta de atenção e alguma preguiça, não me ter deixado continuar os estudos e só, ter conseguido ir até ao 11º ano mas ficado apenas com 9º ano completo. Fui vencido pelo lado mais fraco. Não olho para trás com remorsos, mas não é isso que quero que os jovens sigam o meu mau exemplo.

Mas dizia eu, os números a mim dizem-me algo e não sei bem porquê. A data de hoje e a hora — 11-11-11 e 11:11 horas — deixou-me a pensar numa coisa, talvez mais uma de tantas que foram partilhadas — parvas ou sem sentido — mas é apenas um ponto de vista. O meu ponto de vista. Reparei neles e todos eles iguais. O número 1 é impar mas eles estão acasalados 1 a 1, logo, 1+1=2 e por aí adiante. Se os somarmos todos o resultado é 10. Se fizermos a prova dos nove volta a dar 1.

Retiro daqui e comparando estes números a nós humanos, a nós seres que temos a capacidade realizar contas, que 1 nada faz só, mas se trabalharmos em equipa já somamos muito mais. A ajuda e entreajuda são cada vez mais importantes no tempo que corre. Não vale, apena abandonarmo-nos e deixarmo-nos a sós, quando temos a certeza que necessitamos do próximo, e ele de nós. Mas o resultado final foi 1!

O resultado de 1 é o resultado de toda a equipa, é por essa causa que todos se juntaram, que todos se somaram e se desdobraram para chegar a 1 resultado, a uma causa. Serás 1 único se nunca aceitares que outros serão importantes para ti. Nunca entrarás numa conta se tu próprio não quiseres adicionar o teu número à conta, mas também nunca chegarás a um bom resultado se tu não o fizeres. Deixa-te entrar, deixa-te ser +1 e nunca -1.

(Foto Google Imagens)

Paulo Cadeiras 11-11-2011

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

O Poder de dar..."graxa" na nossa vida!


Já alguém pensou o quanto é importante o poder da graxa? O poder do brilho no sapato, o poder do reflexo dos raios de sol a bater nele? Mas esse trabalho tem um nome a que todos damos de “dar graxa”, que é feito por um “engraxador”. Ora bem; vou falar um pouco disso.

Aprendi na tropa até ao ponto de enjoar a dar “lustro” nas botas da tropa. Prefiro dizer dar “lustro” do que graxa, por achar a duplicidade do sentido da palavra, muito parecido ao que vou escrever. Dizia eu, que enjoei de tantas vezes puxar o dito lustro às botas, por ser obrigado e por ser de praxe. Um bom soldado não se quer com a botinha suja mas sim, sempre bem apresentado! Por isso, todos os dias o soldado Cadeiras lá passava a escova pelas botas, mesmo sabendo que minutos depois se iam encher de lama. E foi assim durante a estadia de vassalagem aos meus superiores. Um poder que era exercido por mim mas obrigado por eles. E na nossa vida?

Aqui já vou rebuscar a outra duplicidade da palavra, o sentido de dar “graxa”, o poder de rebaixarmo-nos mas cheios de “lustro”, tipo um palhaço que usa tanta pintura, mas ao mesmo tempo faz-nos rir. Chamo a isto; um poder dissimulado, um poder que continua a ser exercido por nós mas não obrigado! Neste caso a vassalagem até nem nos é imposta por terceiros mas sim por nós próprios. E o que será que sente o “engraxador” neste caso? Será que gosta, que se revê em todo o papel? Será que se identifica com tudo o que faz para agradar a terceiros? Será que o seu interior, a sua mente não entra em conflito com o coração? Talvez sim, talvez não, porque o principal papel do engraxador é atingir os seus objectivos! Não importa como, e não importa quem se atravesse no caminho. Em ambos os casos, a “graxa” tem de brilhar!

E como não me identifico com esse tipo, dito “trabalho” de “engraxador, desde aqui digo, que o problema de dar “graxa” na nossa vida também tem um limite, não pela “graxa” se acabar mas porque o próprio “engraxado” chegar a um ponto de cansaço. E era importante acabar com isso, porque já que o “engraxador” tem tanta “graxa”, pelo menos o “engraxado” deveria por um fim nisso!

Uma coisa, eu digo! Se na minha vida precisasse de engraxar tanto como engraxei as botas na tropa, antes queria andar descalço!

(Foto Google Imagens)

Paulo Cadeiras 03-11-2011.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Natal mais pobre?!?!?!?

Estava a pensar nos desabafos de algumas pessoas quando afirmam que este Natal, o de 2012 e 2013, e vamos ver se não fica por aí, vai ser mais pobre. Eu não concordo com esta afirmação. Quem nunca teve um Natal decente – um prato de comida – não vai ter de certeza este motivo para afirmar. Mas se não tem o pobre que nunca teve um Natal, porque é que o resto das pessoas que comem todos os dias, repito, todos os dias, tem estas afirmações?

Só vejo aqui um motivo, o motivo financeiro, o motivo de que as pessoas esperam esse extra para pagar algumas dívidas, ou restabelecer o saldo que foram gastando desde o último extra; o de férias. Por isso mesmo não acho, que seja desculpa o não receber o extra para que digam que o Natal vai ser mais pobre.
Também sou suspeito, porque de todas as festas é a única que ADORO e faço questão de manter a tradição. A minha pergunta vai para aqueles que não gostam do Natal, esses qual é a razão de comentarem o subsídio? Talvez esses até sejam os mais correctos, porque se não gostam do Natal, pelo menos afirmam-no como sendo apenas pelo vencimento. Têm mais valor estas pessoas do que as falam que vão ter um Natal mais pobre.

Eu tenho sorte, pois nesse dia terei na mesma, como milhões de pessoas, um prato de comida na mesa. Também terei a sorte de contar com a presença da minha família que a par de mim, vibram com o Natal. As prendas! Bom, essas talvez sejam um pouco mais reduzidas, mas até culpar os cortes os subsídios a ir ter um Natal mais pobre vai uma demagogia tremenda.

Dia 24 de Dezembro, lá estarei entre os meus a vibrar com mais uma noite mágica e de certeza, que apenas me vou lembrar de todos aqueles que não têm um prato de comida e família para festejar. Ligo mais ao espírito que eu e a família empregamos e damos a essa noite do que ao rasgar das folhas com presentes. Esse espírito não vai ser cortado, esse espírito não vai ser retido no IRS e nem pagar imposto. Quando aos críticos que usaram a pobreza do Natal por causa dos cortes, apenas desejo que continuem a ter nos dias a seguir, o mesmo prato que vão ter nesse dia.

(Foto do Google Imagens)

Paulo Cadeiras 25-10-11

Snooker VS Vida.

Hoje vou falar de um jogo que é disputado em cima de uma mesa com 6 buracos, com tacos e bolas. São variados os tipos de jogos que podem ser disputados, mas o verdadeiro sentido deles é colocar as bolas nos buracos. Mas não é apenas pelo jogo em si que escrevo, mas pela forma como o relaciono com a nossa vida.

A mesa é a parte importante do jogo. Lisa e o mais nivelado possível, são peças fundamentais para que o jogo decorra como deve ser. Os tacos também devem ser de qualidade ou pelo menos bem direitos e com as pontas boas. O giz, que é colocado na ponta deles, serve para que o toque neles nas bolas sejam toques firmes. Claro está, as bolas com um pano bem limpo e uma mesa bem nivelada, ficaram sempre a mercê da mão do homem. Os cestos que recebem as bolas também fazem parte da mesa, que recebem as bolas para agrado de uns e não de outros. Falta falar ainda do triângulo, peça na qual alinha as bolas para o começo do jogo, dependendo do tipo de jogo.

E assim, na nossa vida tentamos ser como a mesa, lisos, imparciais, o mais nivelados que podemos. Os tacos são como as batutas que vamos usando nas nossas decisões, apontando a uns e a outros, atacando seres iguais a nós, tal e qual a força que empregamos nas bolas tanto para nosso bem ou para dificultar o jogo do outro. O giz, esse giz que protege a ponta do taco, aqui na nossa vida, identifico-o como um protector ou então como uma máscara que usamos, para que a dor que infligimos aos outros não seja tão óbvia. Claro está, o triângulo, todos precisamos de o ter, pois, a cada jogada, a cada final de má ou boa acção, usamo-lo para nos tornar o mais alinhado ser Humano! As bolas que vão tocando umas nas outras até entrarem nos cestos, são apenas o final da nossa acção, o produto da nossa jogada (boa ou má acção).

Mas chegando a uma conclusão, o jogo é ganho (dependendo de qual) quando se coloca a bola preta no cesto. É o mesmo na nossa vida, ganhamos, quando chegamos em primeiro, quando colocamos a última peça. Mas se virmos uma coisa, ao longo do jogo colocamos as bolas deixando a preta para o fim. Vendo bem, não importa muito conseguires ser o primeiro até à meta, pois só quando a cortas és o verdadeiro ganhador. No jogo de Snooker, até podes ter apenas a bola branca e a preta, mas se colocares a bola branca perdes. Perdes, na última jogada, apenas por uma bola.

Faz de ti um jogador consistente e nunca de fases. As decisões que tomas na tua vida podem ter muitos buracos, mas a decisão importante é em qual queres entrar. Bola preta, sempre!

(Foto Google Imagens
Paulo Cadeiras 24-10-2011.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Era uma vez...


Como uma boa história, hoje começo assim!

Era uma vez e a ocasião deu em olhar
Era uma vez e nessa vez não a desperdiçou
Uma vez falaram
Uma vez trocaram ideias
Uma vez tocaram-se
E outra e outra vez…

Uma vez partilharam segredos
Uma vez guardaram outros segredos
Abriram os corações e neles guardaram
O bom e o mau!

Mas com tanta vez que passou
E só de uma vez
Se tornaram um casal!

Histórias nem sempre têm finais felizes, mas as minhas, aquelas onde sou actor principal…têm!

Basta querermos ser nós a pegar no guião e sermos nós a escrever. Nunca serei o realizador se não for eu a escrever a minha vida!

(Foto Google Imagens)

Paulo Cadeiras 11-10-2011