terça-feira, 30 de novembro de 2010

O Nosso Caminho...


Não sei se foi o Destino que me levou a ti
Ou o local de Destino que me calhou.
Não me recordo do teu primeiro sorriso
Nem do teu primeiro olhar,
Mas sei que me agarrou
Para nunca mais o largar.

Não penses que me vais deixar
Apenas com essa lembrança
Simplesmente com essa memória.
Agarraste-me dessa vez
Para nunca mais me largares
Hoje, cantamos vitória!

Não há nada nem ninguém que nos vá alterar o caminho!

Por Paulo Cadeiras em 30-11-2010.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

No Fundo do Oceano!


Caiu…embateu na água!

A água estava fria! Não! Conotar de frio é pouco; gelou logo que embateu na superfície daquele Oceano. Deixou rapidamente lá em cima quem a usou por muitos anos. Por sua vez também era a pessoa que a guardou; a última pessoa que a tinha recebido ao longo de duas gerações. Lá em cima, ficou o barco, o dedo que lhe fez de montra estes últimos tempos e uma enorme desilusão e tristeza, da dona da montra.

A cada metro que descia a claridade era menor, a cada metro que descia, lá em cima, porventura a mesma claridade do dia se tornava agora sombria dentro daquele coração. Não havia nada a fazer se não Cair do lado de baixo da superfície e conformismo do lado superior da mesma, porque a distância entre os dois espaços ia-se alargando a cada segundo que passava.

Enquanto descia, encontrou um Mundo completamente diferente do que esteve habituada a ver. Até ali, aquela Jóia apelidada de Anel, ou estava exposta num dedo e frequentava festas brilhantes e luxuosas, o mesmo brilho e luxo que emitiam os seus diamantes de vários quilates, ou então dentro do baú, junto de tantas outras Jóias, sendo ela a dita Especial, a que acompanhou a família. Mas o brilho dela, naquelas águas agora geladas e escuras não era o mesmo.

Enquanto o seu movimento não foi quedado, embateu em rochas, nos seres vivos que habitavam aquelas águas, seres que um dia alguém os nomeou, mas que todos lhe chamam simplesmente de peixes. Se bem que diferente, aquele espaço tinha o seu brilho próprio. Ali, não havia inveja, arrogância, altivez, má educação, ao contrário do que existia lá em cima. O silêncio era total. Chegou por fim, ao fim da viagem. Caindo finalmente, de uma queda prolongada, de um final de mais uma fase e o começo de uma nova. Agora, aconchegada na areia, ela não sabia porquê mas sentia-se em casa tal e qual como no baú, embora não tivesse nenhuma jóia por perto. Ela hoje; era mais uma jóia de um enorme baú, ela pertencia agora ao Baú mais rico; O Fundo do Oceano…e aí se perpetuou!

Não importa o quanto possas brilhar num lado ou noutro porque afinal, és apenas uma jóia como tantas outras.

Eu também tenho o meu Oceano onde guardo as minhas jóias familiares, onde elas se vão perpetuar para um sempre…Minhas!

Por Paulo Cadeiras 25-11-2010.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Algumas Frases...82

"Entre ser trocado ou jogado no lixo, prefiro o lixo. Ser trocado ou é porque tenho defeito ou não satisfiz, logo devolução e envio ao representante. Ser jogado no lixo, representa que fiz o meu trabalho até ao limite e já no lixo, há sempre a reciclagem. Prefiro ser Reciclado do que trocado. Eu não troco amigos mas sim, reciclo-os."

terça-feira, 23 de novembro de 2010

O meu filamento da Lâmpada...


Hoje em dia, a maioria das pessoas está dependente da Luz, é um facto! A Luz faz parte da nossa vida, é com ela que alimentamos a maioria dos electrodomésticos caseiros, de máquinas do exterior, que carrega as baterias de telemóveis tão badalados em Portugal, de máquinas fotográficas e uma gigantesca montra de electrodomésticos, estão pendentes da bem-dita electricidade. Claro que as Luzes de casa, são hoje um bem precioso e sem elas a nossa vida, viveria a partir de uma certa hora na escuridão. Já repararam que a falta momentânea de luz em casa à noite, não nos deixa tristes por não podermos assistir à TV, mas porque simplesmente ficamos às escuras, no escuro, no frio e sombrio da nossa alma.

Mas isto vem exactamente por causa das Luzes de casa. Neste caso até eram as do local onde trabalho. Durante a hora de almoço, enquanto repousava na minha cadeira, olhava mesmo por cima de mim a Luz que me iluminava e pensei com os meus botões; as horas que esta Luz não trabalha, as horas que ela não aquece (por menor espaço que seja) o que a rodeia. A seguir lembrei-me, que também elas têm um tempo de vida. Ou o filamento parte e a Luz acaba, ou o vidro parte e o mesmo acontece; deixa de dar Luz. Certo é, se for o filamento a partir depreende-se que foi pelo tempo que trabalhou, já se for o vidro, dá a sensação de maus tratos. Que raio de maus tratos, alguém pode dar a uma Lâmpada? Será que a limpar se fez mais força e partiu? Será por ter-se escapulido da mão e ter caído? Bom, uma coisa está à vista; vão-se apagando tantas e tantas luzes por este Portugal fora. Não será que aquela Lâmpada se possa comparar à nossa vida? Aquele fio condutor que se torna incandescente à passagem da corrente, não será como um alimento da nossa relação?

Com isto fiz uma comparação…e tal e qual…

Eu sou tu e o inverso,
Tu és diferente de mim
Eu sou discrepante de ti,
Mas convergimos num só,
Numa paz galopante,
Num calor aconchegante….
…Numa Luz brilhante.

Não funcionamos um sem o outro,
Eu sou o vidro que te protege
Tu és o filamento que me aquece,
E por isso não vou quebrar,
Não vou deixar que me quebrem.

…Adoro como brilhas no meu interior…

Para quem ainda acredita num casamento…Conservem a vossa Lâmpada do Amor…

Por Paulo Cadeiras 23-11-2010.

Algumas Frases...81

‎"Algumas palavras soltas, são um perigo. Frases com elas, são completamente proibidas" Paulo Cadeiras.

domingo, 21 de novembro de 2010

Notas soltas da minha Pauta...


No meu canto eu toco notas soltas,
Notas que escrevi numa pauta velha,
Numa pauta que hoje não sei decifrar,
Notas que nunca conseguirei alcançar,
Mas lá vou tocando, elas soam-me bem!

Faltam-me as palavras para compor a letra,
Não sei se um dia as vou escrever,
Nem mesmo sei se vou ter tempo para tal,
De qualquer forma já tenho as notas,
E lá vou tocando, elas soam-me bem!

Se as chegar a escrever, não sei,
Qual o tema que vão abordar,
E nem o que vão significar,
Espero sim, que formem uma Linda melodia
Junto destas notas, pois elas soam-me bem!

Toco estas notas para ti
Escrevia-as por ti
Pertencem a ti.
Eu sei que não te importas
Porque o mais importante é quem as toca
Não têm letra e nem sei se terão
O autor, conheces muito bem
Sabes que é o meu coração.

(Nem sempre as palavras transmitem tudo. Por vezes umas simples notas fazem o mesmo efeito)

Por Paulo Cadeiras 21-11-2010.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Parecem ser como esferas...


Parecem ser como esferas
Pela forma arredondada
Pela face lisa demonstrada
E neste momento de reflexão
Vejo que eles me transmitem
O gelo que te envolve o Coração.
Qual será a razão!

Testemunham a enorme tristeza
Comprovam a dor que te invade
Uma dor sem dor, uma dor que só tu sentes
Ou será que também a sinto?
Não haverá solução?
Qual será a razão!

Já não são o conjunto perfeito
Num semblante que me aprisionou
Num corpo que me cativou.
Por ele deixei que me levasses
Mas que nunca me marcasses.
Qual será a razão!

Eles não faíscam como o Sol
E nem sequer brilham como a Lua
Mas acho que tenho a solução.
E tal como o Sol e a Lua
Desejo de novo o teu Brilhar
Quero aquecer-te o Coração.

“Sei qual é a Solução e a Razão…Vou Cuidar do Brilho do teu Olho”

Por Paulo Cadeiras 17-11-2010.