"...há estrelas que Brilham mais que outras, mas só porque estão mais próximas de nós..."
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
O Ciclo da Gota.

…de entre inúmeros lugares para cair, embateu na folha verde da flor do jardim. Não caiu de imediato, antes disso, escorregando no sentido da folha para o caule, ela pode sentir a textura da fina folha. Sentiu-lhe cada veio que a atravessava de um lado para o outro, os veios que se ligavam entre eles numa só direcção ao caule, à haste que absorvia o alimento da terra.
E era nessa direcção que a nossa gotinha se dirigia. Deslizou até à haste, percorreu-a em seguida em sentido descendente até se alojar na superfície da terra. Aí junto à fronteira entre a luz do dia e o escuro do baixo solo, ela sabia que tinha desempenhado a primeira parte, faltando agora a última; alimentar a raiz da planta.
Já entre as raízes, alimentando-as liquidamente; sabia que a fase seguinte seria igual à última vez. O caminho era igual, subiria de novo ao seu lar para mais tarde cair noutro lado, ou quem sabe no mesmo local. Hipótese muito remota; tinha as antigas experiências o confirmado.
E o mesmo se passa no nosso mar da vida, caímos, regamos as vidas de outras pessoas, alimentamo-las e mais tarde deixamo-las. Quero acreditar que o ciclo da nossa vida seja igual ao da nossa gota, com uma excepção, era bom que caíssemos no mesmo local, na mesma flor, alimentando-a sempre até à sua máxima esperança de vida. Não é importante manter o nosso jardim?
Algumas Frases...60
"Marcados nesta vida, marcados pelo Tempo; apenas te resta deambulares de segundo em segundo"
quinta-feira, 29 de julho de 2010
Perguntas e Respostas.

Perguntar não custa nada mas mesmo assim as pessoas têm medo e receio de o fazer. Por outro lado existe a sensação que fica sempre no ar algo que não perguntámos, e que perdemos logo aí a oportunidade. As respostas estão caras.
Os dias passam e não encontramos a segunda oportunidade de o fazer; são negadas não as respostas mas sim as oportunidades às perguntas. Temos receio de as fazer e de como elas serão tratadas pelo receptor.
Há perguntas que nos saem caro e respostas que nos custam a encaixar, mas o ponto fulcral reside aí. Vivemos numa amnésia, substancialmente alimentada pelos nossos medos, de reprovação pela parte do outro.
E esse medo terá alguma coisa a ver com isto? Não teremos nós medo que a resposta, não vá ao encontro daquilo que nós queremos? Não será que a nossa pergunta é dirigida como um dado adquirido? Não será essa arma escondida por trás de um sinal interrogativo (?) que nos condena à ausência da resposta?
Continuarei a fazer as perguntas que eu penso que deva fazer, mesmo que elas não sejam dirigidas tão bem como pretendo, porquê há uma coisa que é importante. Do lado do receptor terá de haver a maturidade suficiente para que pelo menos, saiba responder e o saber responder é pelo menos não nos tapar os ouvidos.
Tudo não passa de um assunto gramatical, certo? Respostas e perguntas…que por vezes se transformam numa peça de teatro de…”Monólogos”
quarta-feira, 28 de julho de 2010
A Tua Estrela Brilhante.

Vagueando entre as árvores lá ia ele. Cheio de adrenalina com a sacola às costas, tropeçando nos ramos partidos que lhe armadilhavam o caminho estreito por onde ia passando, ele apenas queria alcançar aquele ponto de luz. Lá bem no alto da serra piscava a luz que ele via há dias mas que ninguém via; só ele. Uma luz forte que ele não resistia enquanto não a visse mais perto.
Subiu então a alta serra até ao ponto iluminado, ao ponto incandescente que o chamava. Ao chegar ao topo viu a tal “Luz”, e dirigiu-se a ela. Não conseguiu decifrar de imediato o que era e naquele momento, não tinha a certeza se fez bem ter ido até ali sozinho, de noite. A luz enfeitiçava-lhe o pensamento, não conseguia resistir-lhe. Alcançou-a.
O que se seguiu depois de a alcançar e até aos dias de hoje, só ele soube e mais ninguém. Guardou para sempre aquele segredo numa carta que escreveu, guardando-a a sete chaves em local bem seguro. Ele nunca mais foi o mesmo, desde esse dia a sua vida mudou radicalmente, tornando-se um bom homem tanto em casa como ao próximo. A vida dele foi a partir desse dia um exemplo de vida a seguir. No envelope que guardou e por fora escreveu estas palavras…
“...há estrelas que Brilham mais que outras, mas só porque estão mais próximas de nós...”
Quer me a mim parecer, que ele finalmente descobriu que o mais lindo Brilhar, não tem a ver com a proximidade. Quer me a mim parecer, que ele descobriu que há tantas outras estrelas por aí, ofuscadas por estarem longe, por estarem tão longe de nós mas o seu Brilhar é tão grande e tão mais Belo que o que Brilha perto de nós. Ao mesmo tempo e por último, quer me a mim parecer que o nosso trepador da serra, descobriu o quão é importante manter acesa na mesma a luz mais próxima de si. Penso que foi isso que ele fez…Incrementou mais luz nas estrelas distantes e manteve a sua sempre bem perto de si.
Não vale a pena apagares a tua luz que te acompanhou sempre, mesmo que essa não seja a que Brilha mais…ao fim de contas, é ela que está mais perto de ti quando precisas de ser iluminado.
