quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Trapo Velho!


Sentiu que estava diferente e não sabia porquê

Nem mesmo soube, se o que sentia era tão diferente assim.

O que estava dentro dele?

Mas ele queria saber a diferença?


Uma Sensação de frieza num corpo quente

Num corpo que esconde a verdadeira diferença

Que encobre a verdadeira das verdades.

Mas ele queria saber a diferença?


Rasgou o peito como quem rasga

Uma qualquer peça de roupa velha

Consumado depois em trapos.

E era assim que ele se sentia

Num trapo velho, rasgado

Mas ele queria saber a diferença?


Confuso, cozeu o peito com linhas direitas

Num corpo belo, mas num peito tortuoso

E a Sensação da sua diferença

Era a sua indiferença.

Por fim descobriu que ele era indiferente com todos.


Procura saber seres sempre diferente, mas nunca Indiferente.

Não te tornes e nem faças os outros serem um trapo velho!

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